when women had curves and had real boobs...
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Tuesday, June 11, 2013
Today on stage: Booker T & the MG´s
"Once upon a time..."
when women had curves and had real boobs...
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Monday, February 25, 2013
today on stage: Ratos do Porão
O meio da minha adolescência foi marcado por um concerto memorável. Dia que todos os ratos urbanos e "lebres loucas" migraram para Almada, para ouvir ao vivo, aquele som da revolta que só conheciam das cassetes. Eu, ainda na fase de galo sem crista, lá fui indo "levado" com o "grupo da escola", por uma onda, que ia fazendo sair dos ghettos citadinos, aquela juventude no expoente da sua rebeldia urbana.
Podia-se dizer que a Margem Norte e a Margem Sul movimentava-se em pequenos grupos que vinham "aprumados" para a festa, num contrates de Doc Martins "reluzentes" e Doc Martins "raspadas" (ou cerveja vs vinho!).
A rua que descia até à porta da Incrível, era uma mistura de loucura, revolta, garrafas, rebeldia, t-shirts meio rasgadas e "pégas" aqui e ali de rivalidades "à filme".
Tudo envolvido numa adrenalina, que ainda não ia sendo captada na totalidade pela minha idade ( apesar de tentar "esconder" isso ao máximo, de peito inchado!). E por isso, foi a despejar as duas cervejas, que ainda me restavam escondidas nos bolsos do blusão (que levava amarrado à cintura!), que me deixei empurrar pela fila em direcção à porta do edifício.
O som lá dentro, movimentava o aumento de adrenalina cá fora, e eu , meio apanhado pela cerveja que trabalhava a dobrar naquela idade, ia sendo cada vez mais "absorvido" por tudo aquilo.Tão absorvido que da fila passei para dentro da sala e... para dentro de um concerto que foi subindo de tom, envolvendo todos numa loucura onde o importante nem era a mensagem, mas a revolta que transcendia dela.
A determinado ponto... O "Gordo" parou e perguntou lá de cima do palco num auge de bestialidade:
" Será que beber até morrer é solução?"
Não sei porquê... ( e ainda hoje não consigo perceber!), aquela pergunta fez todo o sentido, para aquela sala cheia ( onde ironicamente, deduzo que os mais sóbrios, só tivessem "muito bêbados"!). Mas continuo a jurar (nesta mente de meio louco!) que "perdi" metade do juízo nesse dia, ou... pelo menos, optei por "nunca" o voltar a ganhar ( claro que o tempo e a idade, nos faz trair essas promessas da adolescência, mesmo que às vezes tentemos muito combater, essa cadencia que nos teima em apanhar!).
Anos mais tarde, numas das temporadas em NY, vivi perto do CBGB (que já se encontrava numa fase mais "mítica" do que realmente "inovadora"). Por conhecer-mos pessoas em comum, conheci um dos sócios originais, que morava na mesma rua que eu.
Lembro-me do tipo( pois cruzava-mo-nos ocasionalmente na rua), com uma longa barba e cabelo branco. Frequentemente usava (se não sempre!) a "típica" t-shirt, já roçada, de letras brancas e delineadas do CBGB que se tornou a sua (do mitico bar!) imagem de marca. Falávamos cordialmente, e ele ocasionalmente convidava-me para "coisas" que se passavam no bar.
Mas, curiosamente algumas vezes que trocava-mos mais umas frases que o normal, acabava por-me falar num concerto de Ratos lá ( no CBGB), e como aquele Gordo era "fucked in that fuck up head". Eu argumentava sempre que Portugal não era o Brasil, e que apesar da língua "igual", as diferenças culturais eram grandes, localizava Portugal na Europa, e mais uma serie de coisas, que pensando bem não deveriam interessar nada aquela personagem ( e que muito menos lhe faziam situar um país chamado Portugal, naquela santa ignorância egocêntrica dos Americanos)... Mas ele lá achava que fazia sentido ligar Ratos ao "sitio" de onde eu vinha, talvez, países à parte... tivesse alguma razão!
Wednesday, January 30, 2013
today on stage: Fuzz Drivers
cool cool cool... boa "banda sonora" para certos dias no Ghetto de Wonderland. (vale a pena conheçer o primeiro album)
Wednesday, January 16, 2013
today on stage: Sam Alone & The Gravediggers
Eu, na companhia de dois grandes artistas, que tenho o prazer de ter como personagens em várias histórias da minha vida, vimos apareçer este "puto", cheio de força, com a "mania" das tatuagem, do hard-rock, do skate, das motas, das noites de Casal Garcia e Jack, dos carros americanos, do rock´n´roll, dos concertos, etc, etc, etc... Histórias à parte...como dizia um amigo, à pouco tempo, numa troca de mail´s... "this is a fucking good sound!!!".
O talento merece o cliché: "...a musica portuguesa agradece"
O talento merece o cliché: "...a musica portuguesa agradece"
Saturday, December 29, 2012
today on stage: Wooden Shjips
Ontem fui "empurrado" novamente para a estrada, e sem ter a noção exacta do momento, acabei numa viagem espiral no tempo, que me levou a momentos, sítios e pessoas que, pensava eu, ter guardados nas memórias, mas que afinal se recusam a ser só isso (memórias!) e se transformaram num "grande todo" actual, resultado das vivências.
Acabei a vaguear ( ou seja, vadiar devagarinho) com uma morena, as ruas de uma cidade adormecida, sobre uma lua de olho cheio, que nos olhava (e certamente se ria !!!), dos nossos "tropeções" um no outro, das nossas pequenas corridas em semáforos vermelhos de ruas vazias e da nossa animada conversa, que quase nos transformava, a nós os intervenientes, numa espécie de terceira e quarta pessoa.
O frio acabou por nos empurrar para dentro de um taxi, com muita relutância da minha vontade, pois acabo sempre por querer mais e nunca me resignar ao suficiente, o que me joga tantas vezes no excesso. Culpa minha, por sempre optar pela loucura... uma loucura, que vejo já ter passado de moda, se é que há algum tipo de loucura que passe de moda e se é que há algum tipo de mente sã que opte por ser louco.
Wednesday, December 5, 2012
today on stage: Lana Del Rey
Se não fosse pela participação dos "Kemosabe", provavelmente nunca teria prestado atenção a esta música. Acabei por ficar surpreendido... gostei da música, gostei da morena que canta (mas isso já é sina!), e gostei da história da letra.
Tudo influençiado pela "imagem" e acima de tudo, pelo sentimento de rebeldia de quem procura a liberdade na vida real, sem cenários bonitos nem amarras, jogando rebeldemente com o destino e desafiando a sorte de uma vida que devia ser mãe mas que teima em ser "madrasta".
Entre várias frases, que serviam perfeitamente de legendas a cenários "pintados" sobre o horizonte de tantas "estradas", fica a "expressão" que revela a angustia que por vezes sinto na necessidade de "pisar" alcatrão.
Uma fome de kilometros que acumula numeros pintados em pequenas placas, que vão sendo deixadas para trás, alienando-nos, num sentimento de liberdade, do que nos rodeia. Acabamos fechados em monologos (de capacete!) que nos fazem repensar tudo o que aprendemos e avaliar tudo o que vivemos... Ponderar valores, insultar injusticas, amar e odiar numa simplicidade tão pura que a sentimos no quente do sangue bombeado pelo coração, que numa explosão de adrenalina, tenta inconcientemente, se sincronizar com o ritmo do motor.
E é (para mim!), no momento exacto dessa sincronização, que num rasgo irracional de racionalidade, percebo o quão perto da loucura estou com esta minha "obsessão pela liberdade".
O Kemosabe and The Lodge deverá ser um dos blogs que acompanho há mais tempo. É formado por um grupo de amigos de Chicago, um deles, artista plastico (Mitch) e outro (Josh) um excelente fotografo que se dedicou a fotografar este estilo de vida de uma maneira muito pessoal.
Na altura, conheçi o blog por um amigo que temos em comum e que me disse : " Tu é que vais curtir o que estes gajos andam a fazer, lá para cima, em Chicago."
E curti!...
Tudo pelo espírito espelhado no estilo de vida, sem aquele sentimento de liberdade "visto de cima para baixo", como qualquer coisa que se compra com o "kit" completo, para ser igual aos filmes.
" live fast died young
be wild and have fun (...)
I believe in the person i want to became
I believe in the freedom of the open road (...)
and when I´m at war with myself... I ride...I just ride.
Who are you? are you in touch with all your darkest fantasies?
You have created a life for yourself where you can experience them?
I have...
I am fucking crazy ...
...but I´m free. "
Tudo influençiado pela "imagem" e acima de tudo, pelo sentimento de rebeldia de quem procura a liberdade na vida real, sem cenários bonitos nem amarras, jogando rebeldemente com o destino e desafiando a sorte de uma vida que devia ser mãe mas que teima em ser "madrasta".
Entre várias frases, que serviam perfeitamente de legendas a cenários "pintados" sobre o horizonte de tantas "estradas", fica a "expressão" que revela a angustia que por vezes sinto na necessidade de "pisar" alcatrão.
Uma fome de kilometros que acumula numeros pintados em pequenas placas, que vão sendo deixadas para trás, alienando-nos, num sentimento de liberdade, do que nos rodeia. Acabamos fechados em monologos (de capacete!) que nos fazem repensar tudo o que aprendemos e avaliar tudo o que vivemos... Ponderar valores, insultar injusticas, amar e odiar numa simplicidade tão pura que a sentimos no quente do sangue bombeado pelo coração, que numa explosão de adrenalina, tenta inconcientemente, se sincronizar com o ritmo do motor.
E é (para mim!), no momento exacto dessa sincronização, que num rasgo irracional de racionalidade, percebo o quão perto da loucura estou com esta minha "obsessão pela liberdade".
O Kemosabe and The Lodge deverá ser um dos blogs que acompanho há mais tempo. É formado por um grupo de amigos de Chicago, um deles, artista plastico (Mitch) e outro (Josh) um excelente fotografo que se dedicou a fotografar este estilo de vida de uma maneira muito pessoal.
Na altura, conheçi o blog por um amigo que temos em comum e que me disse : " Tu é que vais curtir o que estes gajos andam a fazer, lá para cima, em Chicago."
E curti!...
Tudo pelo espírito espelhado no estilo de vida, sem aquele sentimento de liberdade "visto de cima para baixo", como qualquer coisa que se compra com o "kit" completo, para ser igual aos filmes.
" live fast died young
be wild and have fun (...)
I believe in the person i want to became
I believe in the freedom of the open road (...)
and when I´m at war with myself... I ride...I just ride.
Who are you? are you in touch with all your darkest fantasies?
You have created a life for yourself where you can experience them?
I have...
I am fucking crazy ...
...but I´m free. "
![]() |
| fotos do blog: Kemosabe and the lodge |
Wednesday, November 21, 2012
today on stage: Roy Buchanan.
A perfeição de um fim de dia, "ganha-se" quando depois de "tudo" se desenrolar naturalmente ( com os seus pontos altos e baixos!), se finaliza de uma maneira "suave" , deixando o passado ficar lá longinquo, "coberto" por um presente sereno sem pressas, e o futuro... com tempo para amanhã.
Nem sempre, tudo se conjuga para isso, mas quando aconteçe, simplesmente temos de "desacelarar", deixar por instantes de "fintar" carros, de correr para fila que nos levam para mais fila. Temos de deixar a indignação pareçer mais pequena e "relaxar" a rebeldia, deste sentimento do dia a dia, que é cada vez mais de sobrevivençia.
Por isso, para uma serie de amigos "das guitarras" que tenho ( e para outros tantos com devoção e talento por outros instrumentos !), deixo aqui este senhor ... Não chega a ser demasiado relaxante para pareçer-mos intectuais "burgueses"que retornam a casa do trabalho a ouvir a antena 2, e é suficiente "electrica", para nos picar a alma e nos fazer lembrar, que nunca vale a pena andar-mos todos em "fila indiana".
No dia que conseguisse escrever como este senhor toca, mesmo que ninguem me ligasse nenhuma ( pois não tenho nenhuma pretensão de ser conheçido a escrever), conseguia fazer , o que realmente acho o expoente maximo de qualquer "arte", consegui-la com o maximo de alma possivel, e saber que foi esse "maximo" que construi-o aquele momento. Tirando ao resultado final "quase" a importançia , que se revela apenas na diversão sincera e unica que deu a quem... "moldou e fez crescer".
Bom! Apresentando devidamente este senhor, levanto-me ( o que faz com que seja mais dificil chegar ao teclado!) e faço uma pequena vénia a esta personagem (que mais me pareçe um qualquer "vadiante" boémio françês, perdido nos anos 70 americanos).
senhoras e senhores
um bocadinho da "alma" de Roy Buchanan.
Nem sempre, tudo se conjuga para isso, mas quando aconteçe, simplesmente temos de "desacelarar", deixar por instantes de "fintar" carros, de correr para fila que nos levam para mais fila. Temos de deixar a indignação pareçer mais pequena e "relaxar" a rebeldia, deste sentimento do dia a dia, que é cada vez mais de sobrevivençia.
Por isso, para uma serie de amigos "das guitarras" que tenho ( e para outros tantos com devoção e talento por outros instrumentos !), deixo aqui este senhor ... Não chega a ser demasiado relaxante para pareçer-mos intectuais "burgueses"que retornam a casa do trabalho a ouvir a antena 2, e é suficiente "electrica", para nos picar a alma e nos fazer lembrar, que nunca vale a pena andar-mos todos em "fila indiana".
No dia que conseguisse escrever como este senhor toca, mesmo que ninguem me ligasse nenhuma ( pois não tenho nenhuma pretensão de ser conheçido a escrever), conseguia fazer , o que realmente acho o expoente maximo de qualquer "arte", consegui-la com o maximo de alma possivel, e saber que foi esse "maximo" que construi-o aquele momento. Tirando ao resultado final "quase" a importançia , que se revela apenas na diversão sincera e unica que deu a quem... "moldou e fez crescer".
Bom! Apresentando devidamente este senhor, levanto-me ( o que faz com que seja mais dificil chegar ao teclado!) e faço uma pequena vénia a esta personagem (que mais me pareçe um qualquer "vadiante" boémio françês, perdido nos anos 70 americanos).
senhoras e senhores
um bocadinho da "alma" de Roy Buchanan.
Thursday, November 15, 2012
today on stage: Jace Everett
Noites sem fim... quase canibais!
Thursday, November 1, 2012
Day of the Dead
Hoje, era um dia bom para estar em Tijuana. Esvaziar uma garrafa de tequila sentado com uma morena, numa qualquer esplanada "suja". Ver os cortejos passarem, até chegar a noite "alta", e então, juntar-me à festa, para percorrer as ruas, deambulando ao som de guitarras e tambores, e gritar o meu paganismo, saudando os que já partiram, e brindando aos que cá estão.
E mesmo no fim deixar-me morder por um escorpião, sabendo que partilho o mesmo veneno, acabando a receber a madrugada, sentindo o sabor da paixão, "consumida" da pele com uma mistura de sal, tequilla, e poeira vermelha do deserto... onde vemos nascer o primeiro sol do ano.
"Señorita, vamos a bailar?... "
"Señorita, vamos a bailar?... "
( DayOfTheDead stage: Creedence Clearwater revival )
Sunday, October 28, 2012
today on stage: Amor Electro
Nem é bem (ou mesmo nada!) o estilo de musica que costumo ouvir, mas que-se foda!!! Nesta altura em que procuramos "tantas vezes" as palavras que "gritem" o que pensamos. Também "podemos" ouvir boas musicas em português... com bons músicos, em bons projectos.
Na realidade, facilita estas noites "longas" onde vou queimando cigarros enrolados, e tentando brincar com frases, mas que tenho( gosto desta imagem!) demasiados retratos, no meu pensamento.
Sítios, estradas, momentos, tudo vai passando.
Tento e vou alinhando com preguiça, as ideias, mas não "vejo" o cenário. Cheguei lá e deambulo na historia (perdi-me ao pé da praia, na ponta da minha caneta!), por isso volto... vou "ali" beber um café... mas... sei como sou! vou e acabo por me perder outra vez .
Lembro-me de algo!
Depois de um nome !
Acabei por descobrir esta musica.
De novo!!!
Momentos, sítios, estradas, pessoas, cheiros.... retratos alinhados, que me fogem no pensamento.
Dou por mim a beber café numa mesa pequena de duas pessoas. Eu... e a minha sombra, que me faz companhia, na cadeira, à minha frente.
De repente!!! O cheiro do teu cabelo, veio "sorrateiramente" no vento.
Debruço-me e toco-lhe ao de leve. Os cabelos, vão-se entrelaçando nos meus dedos. Num "emaranhado" de linhas,(como me disse uma vez uma "ciganita"), daquelas que me marcam o destino na palma da mão.
Disse-me isto, e de seguida, em vez de me largar a mão, fechou-a e apertou-a com força . Apertou com tanta força que a palma da minha mão ficou ainda mais "enrugada" de linhas.
Fiquei a saber que era impossível enganar o destino, assim como é impossível enganar os cheiros , enganar o sincero do brilho dos olhos, ou enganar o "quente magnético" de duas peles, no ultimo momento antes de se tocarem.
Este pensamento desperta-me e quero arrancar (sem ir a lado nenhum!).
Mas...Já sei onde vou parar! Ao pé do mar... onde vou parar sempre, sempre que quero discutir com a minha alma,ou melhor, com aquele bocado que não vendi, nem perdi no deserto. Aquele bocado que me faz viajar por "aquelas" estradas, que me faz querer conhecer "aqueles" sítios, que me faz querer ver "aquelas" pessoas.
Se calhar, estou enganado, e isso, é o bocado da alma que "vendi", e não me resta alma nenhuma!
O que me faz pensar, que... por vezes, posso só estar a discutir com o mar!!!
Resigno-me, que se lixe!Não duvido nem por um momento da força do velho Neptuno.
Hoje vou acabar, amanhã faco-me novamente à estrada.
Na realidade, facilita estas noites "longas" onde vou queimando cigarros enrolados, e tentando brincar com frases, mas que tenho( gosto desta imagem!) demasiados retratos, no meu pensamento.
Sítios, estradas, momentos, tudo vai passando.
Tento e vou alinhando com preguiça, as ideias, mas não "vejo" o cenário. Cheguei lá e deambulo na historia (perdi-me ao pé da praia, na ponta da minha caneta!), por isso volto... vou "ali" beber um café... mas... sei como sou! vou e acabo por me perder outra vez .
Lembro-me de algo!
Depois de um nome !
Acabei por descobrir esta musica.
De novo!!!
Momentos, sítios, estradas, pessoas, cheiros.... retratos alinhados, que me fogem no pensamento.
Dou por mim a beber café numa mesa pequena de duas pessoas. Eu... e a minha sombra, que me faz companhia, na cadeira, à minha frente.
De repente!!! O cheiro do teu cabelo, veio "sorrateiramente" no vento.
Debruço-me e toco-lhe ao de leve. Os cabelos, vão-se entrelaçando nos meus dedos. Num "emaranhado" de linhas,(como me disse uma vez uma "ciganita"), daquelas que me marcam o destino na palma da mão.
Disse-me isto, e de seguida, em vez de me largar a mão, fechou-a e apertou-a com força . Apertou com tanta força que a palma da minha mão ficou ainda mais "enrugada" de linhas.
Fiquei a saber que era impossível enganar o destino, assim como é impossível enganar os cheiros , enganar o sincero do brilho dos olhos, ou enganar o "quente magnético" de duas peles, no ultimo momento antes de se tocarem.
Este pensamento desperta-me e quero arrancar (sem ir a lado nenhum!).
Mas...Já sei onde vou parar! Ao pé do mar... onde vou parar sempre, sempre que quero discutir com a minha alma,ou melhor, com aquele bocado que não vendi, nem perdi no deserto. Aquele bocado que me faz viajar por "aquelas" estradas, que me faz querer conhecer "aqueles" sítios, que me faz querer ver "aquelas" pessoas.
Se calhar, estou enganado, e isso, é o bocado da alma que "vendi", e não me resta alma nenhuma!
O que me faz pensar, que... por vezes, posso só estar a discutir com o mar!!!
Resigno-me, que se lixe!Não duvido nem por um momento da força do velho Neptuno.
Hoje vou acabar, amanhã faco-me novamente à estrada.
Thursday, October 18, 2012
today on stage: Paus
( "mostra-me o meu, mostro-te o teu.." "o fim é o principio básico".)
Olhamos de frente o egoísmo com que fomos educados, e esbarramos frequentemente contra altas paredes, que parecem "sempre" tão fácil para Alguns passarem.
Tentamos vezes sem conta, ultrapassar as sucessivas barreiras, ganhando uma noção de Outros à nossa volta que esbarram contra os mesmos obstáculos.
No princípio apenas... vultos e silhuetas !
Mas com o passar do tempo, a neblina " egoísta " que parece nos isolar, começa a dissipar, e começamos a ver nitidamente Outros semelhantes a Nós . Também eles encostados de costas contra o cimento, apenas a ganhar fôlego, para voltar a tentar salta-lo.
Esta cadência de obstáculos, faz-nos ficar cada vez mais rodeados de corpos, num espaço confinado de paredes, onde todos, com a sua "rebeldia" se recusam à inércia, mesmo asfixiados por uma acumulação da falta de valores.
- Alguns
- Outros
- Nós
Novas classes sociais que se vão formando, em gritos mudos.
Movimentos de um mar tumultuoso, onde a evolução nos navega cada vez mais para um sítio primitivo.
A olhar esse mesmo mar, está numa cadeira aqui ao lado, um velho sentado entre duas canas de pesca "velhas", curvado, como se espera-se ouvir o momento exacto, quando o peixe, morde "inocentemente" o isco.
E é, no silencio dessa espera, que o oiço murmurar alguma coisa sobre a nossa evolução ser feita "disto": "... de um andar para a frente num movimento "quase" circular".
Talvez sim... ou... Talvez não!!!!
Um inconformismo que se "mistura" com o cheiro do mar (mesmo aqui à nossa frente!), lembrando-nos da nossa verdadeira importância, da nossa verdadeira dimensão, da nossa verdadeira coragem de enfrentar o desconhecido.
Wednesday, October 10, 2012
today on stage: Ornatos Violeta (actualizado)
(actualizei o video deste post, porque descobri este enquanto andava por ai a "escrevinhar". Fica em som o que tentei, modestamente, passar em escrita.)
Bem sei que será um cliché (mas daqueles bons!) e mesmo não sendo a minha musica favorita de Ornatos, deve ser das que marca mais uma memoria colectiva sobre a banda.
É sempre bom ouvir a nossa lingua escrita e cantada desta maneira ( principalmente sem sotaque de outras terras), com uma qualidade de "outros tempos", que venceu a barreira de gerações marcando memórias.
" ... na minha terra diz-se: Foda-se!!!"
Foda-se ! Já chega!!! Somos uma pátria com uma bravura unica, "quase" até romantica, para nos andarem a fazer "isto"..."
Monday, August 20, 2012
Um caminho... (1/2/3)
( Recebi alguns mails sobre este texto.Não foram muitos, claro!!! mas já é surprendente receber algum. Houve algumas interpretações desta "brincadeira com as frases", todas elas fantasticas porque as palavras dão para isso, para as ler de uma maneira propria e construir cenários muito unicos.
Na realidade muitas das "viagens" que fiz tem dois sentidos com o pontos de partida e o ponto de destino em comum. Estradas por onde uma faixa nos leva e outra paralela nos traz, em cenarios diferentes, de sentidos inversos, que mesmo vividos de uma maneira semelhante nunca são iguais. Simplesmente... nunca ansiamos na volta ou que ansiamos na ida e nunca sabemos na ida o que já sabemos na volta
Decidi "conjugar" então, por conselho, os 3 posts num só, poupa-se espaço, e... ordena-se a ideia que precisou de tempo , para se organizar a ela própria, sendo isso tambem parte desta, pouco original, brincadeira com frases.)
(1)
Há tardes que se transformam em dias! Noites que se "acendem" com o nascer do sol. Conversas animadas que contrastam com profundos silençios (que não embaraçam pela sua naturalidade!) e que nos vão fazendo deambular no repartir do tempo.
"Tempo" na dimensão correcta e concreta , e não naquele "tamanho encolhido" que tem no nosso dia a dia.
O caminho prolonga-se numa fileira de arvores á beira do alcatrão.
"Linha" que vai sendo "partida" por grandes planícies, transformando a dimensão do céu, com um azul que nos toma quase a totalidade da visão, e que nos faz imaginar, como percorremos realmente a superfície de uma maneira rasteira, sem grande importância de direcção mas com um padrão de movimento único, próprio... individual.
Uma linha traçada num mapa, que se vai entrelaçando com outras. Numas!... tocando-as ao de leve, como se tocam os fios de um tear. Mas noutras... criando "nós" , criando emaranhados que se desenrolam em "outros nós"... criando "algo" tecido de uma maneira incomparável pelo destino.
Debaixo de mim o motor "rosna" o seu esforço, como eu me esforço para me manter neste movimento.
Procuro no meu trajecto o caminho para acalmar esta "corrida" , sossegar o espirito e encontrar o sitio onde vou parar, enrolar um cigarro e simplesmente ficar por lá.
Ficar por lá... até voltar a partir!...
(2)
(3)
...Ficar por lá... até voltar a partir!
Debaixo de mim o motor "rosna" o seu esforço, como eu me esforço para me manter neste movimento.
Procuro no meu trajecto o caminho para acalmar esta "corrida" , sossegar o espirito e encontrar o sitio onde vou parar, enrolar um cigarro e simplesmente ficar por lá.
O caminho de volta, prolonga-se numa fileira de arvores á beira do alcatrão.
"Linha" que vai sendo "partida" por grandes planícies, transformando a dimensão do céu, com um azul que nos toma quase a totalidade da visão, e que nos faz imaginar, como percorremos realmente a superfície de uma maneira rasteira, sem grande importância de direcção mas com um padrão de movimento único, próprio... individual.
Uma linha traçada num mapa, que se vai entrelaçando com outras. Numas!... tocando-as ao de leve, como se tocam os fios de um tear. Mas noutras... criando "nós" , criando emaranhados que se desenrolam em "outros nós"... criando "algo" tecido de uma maneira incomparável pelo destino.
Há tardes que se transformam em dias! Noites que se "acendem" com o nascer do sol. Conversas animadas que contrastam com profundos silençios (que não embaraçam pela sua naturalidade!) e que nos vão fazendo deambular no repartir do tempo.
"Tempo" na dimensão correcta e concreta , e não naquele "tamanho encolhido" que tem no nosso dia a dia.
Na realidade muitas das "viagens" que fiz tem dois sentidos com o pontos de partida e o ponto de destino em comum. Estradas por onde uma faixa nos leva e outra paralela nos traz, em cenarios diferentes, de sentidos inversos, que mesmo vividos de uma maneira semelhante nunca são iguais. Simplesmente... nunca ansiamos na volta ou que ansiamos na ida e nunca sabemos na ida o que já sabemos na volta
Decidi "conjugar" então, por conselho, os 3 posts num só, poupa-se espaço, e... ordena-se a ideia que precisou de tempo , para se organizar a ela própria, sendo isso tambem parte desta, pouco original, brincadeira com frases.)
(1)
Há tardes que se transformam em dias! Noites que se "acendem" com o nascer do sol. Conversas animadas que contrastam com profundos silençios (que não embaraçam pela sua naturalidade!) e que nos vão fazendo deambular no repartir do tempo.
"Tempo" na dimensão correcta e concreta , e não naquele "tamanho encolhido" que tem no nosso dia a dia.
O caminho prolonga-se numa fileira de arvores á beira do alcatrão.
"Linha" que vai sendo "partida" por grandes planícies, transformando a dimensão do céu, com um azul que nos toma quase a totalidade da visão, e que nos faz imaginar, como percorremos realmente a superfície de uma maneira rasteira, sem grande importância de direcção mas com um padrão de movimento único, próprio... individual.
Uma linha traçada num mapa, que se vai entrelaçando com outras. Numas!... tocando-as ao de leve, como se tocam os fios de um tear. Mas noutras... criando "nós" , criando emaranhados que se desenrolam em "outros nós"... criando "algo" tecido de uma maneira incomparável pelo destino.
Debaixo de mim o motor "rosna" o seu esforço, como eu me esforço para me manter neste movimento.
Procuro no meu trajecto o caminho para acalmar esta "corrida" , sossegar o espirito e encontrar o sitio onde vou parar, enrolar um cigarro e simplesmente ficar por lá.
Ficar por lá... até voltar a partir!...
(2)
(3)
...Ficar por lá... até voltar a partir!
Debaixo de mim o motor "rosna" o seu esforço, como eu me esforço para me manter neste movimento.
Procuro no meu trajecto o caminho para acalmar esta "corrida" , sossegar o espirito e encontrar o sitio onde vou parar, enrolar um cigarro e simplesmente ficar por lá.
O caminho de volta, prolonga-se numa fileira de arvores á beira do alcatrão.
"Linha" que vai sendo "partida" por grandes planícies, transformando a dimensão do céu, com um azul que nos toma quase a totalidade da visão, e que nos faz imaginar, como percorremos realmente a superfície de uma maneira rasteira, sem grande importância de direcção mas com um padrão de movimento único, próprio... individual.
Uma linha traçada num mapa, que se vai entrelaçando com outras. Numas!... tocando-as ao de leve, como se tocam os fios de um tear. Mas noutras... criando "nós" , criando emaranhados que se desenrolam em "outros nós"... criando "algo" tecido de uma maneira incomparável pelo destino.
Há tardes que se transformam em dias! Noites que se "acendem" com o nascer do sol. Conversas animadas que contrastam com profundos silençios (que não embaraçam pela sua naturalidade!) e que nos vão fazendo deambular no repartir do tempo.
"Tempo" na dimensão correcta e concreta , e não naquele "tamanho encolhido" que tem no nosso dia a dia.
Friday, July 27, 2012
Friday, July 13, 2012
Friday Night stage: Canned Heat
Saltitar por ai, com pouco dinheiro no bolso ( acho que o mal é geral!!!).sem me preocupar em fazer de conta que tenho o que não é meu.
Saturday, July 7, 2012
Friday Night stage: Mitch Ryder & Detroit Wheels
Há sexta-feiras imprevisíveis... nos 1001 canais da televisão, passam programas a preto e branco que gastaram as cores de se repetirem.No canto superior do ecrã em forma de publicidade subliminar, apareçem circulos, imperceptíveis aos olhos que anunciam a necessidade de mudar de pelicula, por outra igual.
Felizmente há "drive in" abertos 24 horas, um café ( black!!!) num daqueles copos de cartão e entramos na madrugada. "God bless skinny bikes and black coffee" Thursday, July 5, 2012
Saturday, June 16, 2012
Friday Night stage: Brant Bjork
Saturday, June 9, 2012
Wednesday, June 6, 2012
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